MP recomenda avaliação técnica rigorosa antes da liberação de áreas interditadas em Juiz de Fora

  • 11/03/2026
(Foto: Reprodução)
Tragédia em Juiz de Fora deixou 65 pessoas mortas em fevereiro TV Globo/Reprodução O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) recomendou que o município de Juiz de Fora só libere novamente as áreas interditadas pelas chuvas após avaliação técnica rigorosa da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros. A tragédia deixou 65 mortos e mais de 8.500 pessoas desabrigadas e desalojadas na cidade. Em nota, a Prefeitura disse que concorda integralmente com a recomendação e que está em total sintonia com as orientações já adotadas pela Defesa Civil. Veja, no fim da reportagem, o pronunciamento na íntegra. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Zona da Mata no WhatsApp Na recomendação, o Ministério Público afirma que as fortes chuvas que atingem a região desde 16 de fevereiro, somadas à vulnerabilidade social e ao descumprimento de normas urbanísticas e ambientais, agravaram o cenário de calamidade pública. Para o promotor de Justiça Alex Santiago, o cenário evidencia a vulnerabilidade da cidade e a necessidade de respostas institucionais estruturadas e contínuas. Obrigação do município, diz MP Segundo a Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente, de Habitação e Urbanismo de Juiz de Fora, a legislação brasileira determina que os municípios realizem vistorias em áreas de risco e adotem medidas preventivas, como intervenções e a evacuação da população quando necessário. Além disso, cabe às prefeituras coordenar ações de Defesa Civil e manter sistemas de alerta e alarme para riscos de desastres. LEIA TAMBÉM: Moradores de áreas afetadas pela chuva relatam medo, cobram limpeza e novas vistorias em Juiz de Fora Veja lista de ruas que precisam ser evacuadas em Juiz de Fora Nota da Prefeitura "A Prefeitura de Juiz de Fora informa que concorda integralmente com a recomendação do Ministério Público de Minas Gerais, cuja preocupação é legítima e está em total sintonia com as orientações que o Município já vem adotando por meio da Defesa Civil: nenhuma área interditada ou evacuada será reaberta sem rigorosa avaliação técnica e sem a devida liberação dos órgãos competentes. Eventos recentes, como retiradas irregulares de defensas no Graminha e na Estrada Gentil Forn, retratam os desafios enfrentados para manter a segurança da população em um cenário ainda sensível. Por isso, a prioridade absoluta da Prefeitura segue sendo a preservação de vidas. Nesse contexto, a atuação no Graminha reforça esse compromisso. Após análise técnica, foi constatado que a estabilização do talude na região só pode ser realizada com segurança após a demolição de oito imóveis, todos já evacuados desde o dia do desastre. As famílias foram procuradas por busca ativa para que pudessem retirar seus pertences com segurança, sob monitoramento da Defesa Civil, e os trabalhos de demolição de oito casas serão iniciados nesta quarta (11). A Prefeitura reitera que todas as decisões relacionadas à liberação de áreas, intervenções e retorno de moradores são tomadas com base em critérios estritamente técnicos, sempre com foco na proteção da população". ASSISTA TAMBÉM: O desafio da reconstrução em Juiz de Fora O desafio da reconstrução em Juiz de Fora VÍDEOS: veja tudo sobre a Zona da Mata e Campos das Vertentes

FONTE: https://g1.globo.com/mg/zona-da-mata/noticia/2026/03/11/mpmg-recomenda-avaliacao-tecnica-rigorosa-antes-da-liberacao-de-areas-interditadas-em-juiz-de-fora.ghtml


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